10 médicos cubanos param de atender em Bragança Paulista e Atibaia

Após polêmicas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro e inúmeros avisos por parte de Cuba, chegou ao fim a parceria entre o país e o Brasil para o programa Mais Médicos. Ao total são 2.824 municípios e 34 áreas indígenas que sofrem com o fim da parceria. Bragança Paulista e Atibaia são exemplos próximos da nossa realidade, que sofreram baixas em 10 médicos.

Com o fim da parceria, o governo cubano já enviou notificação aos médicos exigindo que eles parassem de atender nos postos de saúde nesta semana. Conforme apurado pela redação, alguns deles já foram notificados com a data máxima para retornar a Cuba: dia 29 deste mês.

Em Bragança Paulista

Os cincos médicos que deixaram de atender na cidade estavam alocados nas unidades do Toró, São Miguel, CDHU, Vila Davi e Hípica Jaguari.

Em Atibaia

Outros cinco já deixaram de atender em Atibaia, que estavam alocados nos bairros Boa Vista, Cachoeira, Caetetuba e Imperial perdem os profissionais. A situação é ainda mais alarmante no bairro Imperial, onde dois médicos que atendiam na unidade eram cubanos que agora foram afastados.

Região

Outras cidades da região também sofreram baixas significativas. Outros 55 médicos já pararam de atender na região. São eles: Pinhalzinho (3), Piracaia (1), Pedra Bela (1), Itatiba (5), Jundiai (3) e Campinas (42).

Solução

Para tentar resolver o desfalque na saúde pública, o Ministério da Saúde lançou esta semana o Edital de Convocação em todo o Brasil com 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 áreas indígenas. As inscrições, que podem ser realizadas por meio da internet, neste link, segue aberta até o domingo, 25. A expectativa por parte do Governo Federal é que até a primeira quinzena de dezembro todas as vagas estejam ocupadas.

Em algumas áreas estão em situação ainda mais agravante, visto que contavam apenas com a presença do médico cubano, sem nenhum outro profissional de saúde no local.

Enquanto isso, o presidente eleito…

Apontado por especialistas como o pivô no fim das relações diplomáticas entre Cuba e Brasil com o programa Mais Médicos, Jair Bolsonaro foi procurado pela imprensa nacional e limitou-se a dizer que o problema não é com ele, visto que ainda não assumiu a presidência, mas sim algo que Michel Temer e sua equipe devem responder e solucionar.

Contudo, é de conhecimento geral, que durante a campanha eleitoral o então candidato do PSL alegou, por diversas vezes, que não confiaria ser medicado por um médico cubano, dentre outras polêmicas. Apesar de ser alertado por Cuba sobre a possível saída do programa, o já eleito presidente Bolsonaro insistiu nas críticas, o que culminou no encerramento da parceria. Atualmente, Bolsonaro tenta voltar atrás nas declarações polêmicas e alega querer apenas o melhor para os cubanos, mas a desculpa… não cola. O programa Mais Médicos com participação de Cuba também é utilizado em diversos outros países além do Brasil – e o modelo é elogiado e reconhecido internacionalmente. Quem perde é a população brasileira.

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